História das Luminárias: A Evolução da Iluminação e o Desenvolvimento da Humanidade
Com a necessidade humana de luz para visibilidade, a história da iluminação acompanha a história da humanidade lado a lado. Luminárias surgiram e se desenvolveram conforme as necessidades de cada época, tendo seu papel em funcionalidade e decoração já estabelecido há séculos. Conhecer sua história é conhecer suas possibilidades. Por isso, neste artigo faremos um breve relato da história das luminárias e como elas se tornaram os objetos complexos, belos e úteis em tantos sentidos que conhecemos hoje.
O início da iluminação artificial
Muito antes da criação da energia elétrica, os primeiros humanos precisavam da luz para caçadas, tarefas noturnas, proteção de animais selvagens, entre outros motivos. Com o sol como única fonte de luz e calor, no cair da noite a luz que restava era a refletida pela lua e pelas estrelas. Os pioneiros recolhiam restos de queimadas com brasas para tentar manter o fogo. Eventualmente, descobriram que era possível obter faíscas que levavam a fogueiras com o atrito entre pedras e surgiu a manipulação do fogo.

A descoberta do fogo, descrita por muitos como a primeira revolução tecnológica da humanidade, foi também o primeiro passo da iluminação artificial, possibilitando uma melhor visualização em períodos noturnos ou ambientes com baixa incidência de luz. Como resultado, as fogueiras e as tochas se tornam as primeiras fontes artificiais de luz.
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Lamparina pré-histórica encontrada no Vale do São Francisco em Minas Gerais, datada de aproximadamente 3400 anos atrás. Acervo Instituto de Arqueologia Brasileira
Posteriormente surge a necessidade de se transportar o fogo em chamas menores e contê-lo. Assim surgem as primeiras luminárias: as lâmpadas a óleo, formadas por recipientes que armazenavam o óleo que serviria como combustível para o fogo, normalmente gordura animal, e um pavio feito de fibras vegetais.
Lâmpadas a óleo
Tempos depois, com a evolução tecnológica, as luminárias de argila se popularizaram. O formato ainda era de um recipiente para o óleo com um pavio flutuante. Eventualmente os designs ganharam aprimoramentos como alças, materiais metálicos, decoração mais elaborada e desenvolvimento na cerâmica. O recipiente foi se tornando fechado com apenas um bocal que era aceso para que o fogo ficasse restrito àquele espaço.


Além de pedra e argila, o vidro também foi usado como matéria prima para a criação de lâmpadas e luminárias, mas não há registros arqueológicos conhecidos, provavelmente devido à fragilidade do material. Nos períodos Helenístico, Romano e Bizantino, as luminárias de metal foram as mais comuns.


Velas
Seguindo o princípio de um pavio envolto em gordura, os relatos das primeiras velas surgem em 3000 a. C., quando os egípcios tinham tochas feitas com fibras embebidas em sebo. Os romanos mergulhavam os pavios em gordura animal e assim faziam suas velas. Na China, usava-se gordura de baleia.
O uso de cera de abelha foi incluído na fabricação de velas, mais próximas das que conhecemos hoje. Houve grande valorização do material porque trazia uma queima limpa e com aroma doce, diferente da gordura animal que causava um cheiro ruim. Assim, os mais ricos passaram a preferir as velas de cera e, por isso, se tornaram mais caras.
Outras luminárias
Os primeiros registros de arandelas remontam à Antiguidade Clássica, quando elas tinham o único propósito de prender tochas e velas às paredes. Foi na Idade Média que começaram a ter função decorativa, com detalhes mais desenhados e materiais luxuosos. Receberam o acréscimo de um reforço para não queimar ou danificar a parede pelo calor. Com a difusão do Cristianismo que marca o início dessa era, arandelas eram frequentes em monastérios e igrejas, iluminando corredores e espaços amplos que eram comuns nesses lugares. Além disso, estavam presentes nas casas da parcela mais abastada da população.
Após seu surgimento, candelabros e castiçais tornaram-se preferíveis por prevenirem que a cera das velas se espalhasse pelos ambientes. Também têm exemplares datados desde antes da Idade Média, apesar de haver poucos registros. Um dos mais antigos e populares é a Bíblia ou a Torá, onde Deus ordena a confecção de um candelabro formado pela coluna central mais seis braços. Esse candelabro foi chamado de “menorá”, do hebraico “מְנוֹרָה” que significa “castiçal” ou “luminária” e se tornou um dos objetos mais sagrados do povo hebreu, sendo até hoje um símbolo da comunidade judaica.

A Idade Média
Foi durante a Era Medieval, quando as velas eram a fonte de iluminação mais usada, que os candelabros evoluíram; formatos esculturais, estruturas de vidro e cristal e a possibilidade de portar dezenas de velas ao mesmo tempo: assim surgiram os lustres.

O conceito de suportes para velas pendentes do teto começou com madeira ou latão, e só posteriormente aderiu a materiais mais luxuosos e trabalhados. O vidro e o cristal foram incluídos com a finalidade de causar refração, mais efeitos de beleza e brilho. Tornaram-se símbolo de poder e luxo, por serem uma tecnologia inovadora e cara. Tinham uma função semelhante à do candelabro, com vários braços que sustentavam as velas. Os recursos da época exigiam que fossem descidos para acender as velas e devolvidos a seu lugar no pé direito. Estavam presentes principalmente em igrejas e castelos.
Iluminação a gás
As velas e lâmpadas a óleo funcionavam muito bem em cômodos internos e espaços reduzidos, mas não eram suficientes em áreas abertas ou mais amplas. Com essa necessidade em mente, o engenheiro escocês William Murdoch começou a fazer testes com gás derivado de carvão. Esse gás combinado com oxigênio produz dióxido de carbono, vapor de água, calor e luz a partir de uma chama, dando origem ao lampião a gás no ano de 1792. Como resultado, no início do século seguinte, a iluminação a gás tornou-se pública, com a instalação de postes nas ruas que eram acesos ao anoitecer e apagados com o nascer do sol.
O surgimento da energia elétrica
O aperfeiçoamento da energia elétrica para uso popular levou aproximadamente um século de experimentos com modelos de lâmpadas. O primeiro modelo foi demonstrado pelo químico britânico Humphry Davy, que criou uma faísca entre duas hastes de carbono, liberando gases que geravam um plasma, levando à emissão de luz. No ano de 1802, ele obteve sucesso com a primeira fonte luminosa incandescente. Nela, a corrente elétrica se estendia em um fio de platina, que se aquecia até emitir luz visível. Entretanto, devido à evaporação veloz do filamento, ainda não era um produto viável.
Em 1878, o também britânico Joseph Swan registrou a primeira patente de uma lâmpada incandescente, em que o filamento de celulose carbonizada ficava dentro de um bulbo de vidro. No ano seguinte, o americano Thomas Edison, creditado por muitos como inventor da lâmpada, patenteou uma lâmpada cuja durabilidade atingia 13 horas. Posteriormente, com o uso de filamentos de bambu carbonizado, chegou a uma lâmpada que emitia luz por até 1,2 mil horas.
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Na imagem você vê o bulbo de Edison, em fotografia disponibilizada pelo Smithsonian’s National Museum of American History.

Abajures

De acordo com os estudos da história, os primeiros abajures surgiram em Paris no século XVI. A iluminação pública em necessidade surge com um novo recurso, uma cúpula que protegia a chama acesa e bloqueava a emissão de luz a partir de uma direção, fazendo com que fosse refletida mais amplamente na direção oposta. Dessa forma, era possível direcionar a luz com mais precisão para a área escura necessária. Essa luminária recebeu o nome de “abat-jour“, que em francês remete a “quebrar a luz”. Assim foram usados os abajures por séculos.
Com o advento da eletricidade no fim do século XIX, as luminárias começaram a se adaptar à demanda de uma lâmpada elétrica, e os abajures não foram exceção. A cúpula passou a comportar e refletir a luz da lâmpada em vez de uma chama. Além disso, luminárias, que sempre foram indício de fortuna, mais do que nunca tomaram seu papel na decoração, agora com maior liberdade dos artesãos para criar. Louis Comfort Tiffany foi um dos responsáveis pela popularização do abajur com a criação dos abajures Tiffany, que encantaram com seus designs elegantes e cúpulas coloridas. Por isso, luminárias decorativas se tornaram cada vez mais populares e acessíveis, o que permitiu a fluência de novos modelos de abajures, lustres e outras luminárias, com modelos distintos e imprevisíveis que chegassem a todos os públicos.
Século XX
A aurora do século XX trouxe consigo muitas novidades e esperanças para a humanidade, que se traduziram nos movimentos artísticos. O Art Nouveau, Art Déco, Modernismo e Pop Art, por exemplo, refletiram nas artes visuais os sonhos de inovação e progresso que predominavam no ideal coletivo da época. Em razão disso, essa expressão se manifestou na decoração de ambientes e no gosto popular e, subsequentemente, a iluminação decorativa também tomou esse rumo. Aos poucos, as luminárias tomavam formas mais distintas e inesperadas. Ao passo que a humanidade evoluía suas ideias, os gostos de cada parcela da população se viam representados nas artes visuais, dos mais vanguardistas aos mais tradicionais. Nesse ínterim surgem luminárias que se tornaram ícones do design como o Abajur Nessino de Giancarlo Matiolli, o Abajur Atollo de Vico Magistretti e o Pendente Nelson Bubble de Hermann Miller.



Lustres, arandelas, abajures e pendentes começaram a ser mais livres, obedecer menos regras e expressar melhor os estados de espírito de seus designers. Em razão disso, hoje temos uma vasta diversidade de modelos de luminárias que combinam com estilos de decoração que podemos nem conhecer. Ao passo que a arte contemporânea se expande, fica cada vez mais possível obter uma luminária personalizada que corresponda a todas as exigências e especificidades que seu dono desejar. Aqui na Lustres Gênesis, por exemplo, você pode encontrar sua luminária ideal! É só entrar em contato com nossos especialistas pelo canal de sua escolha, aqui no rodapé do blog.
Conclusão
Desde que o ser humano precisa de luz para suas atividades, a iluminação artificial é uma necessidade básica. As luminárias que temos hoje em dia são reflexo de toda a evolução tecnológica e artística que a raça humana teve desde sua existência. Graças ao esforço de inventores e pioneiros, hoje podemos utilizá-las não apenas como itens funcionais da sobrevivência diária, mas também para conforto, beleza e incutir sensações nos nossos ambientes.
Conhecendo a história das luminárias, permaneça no Blog Lustres Gênesis e descubra por que usar luminárias em sua decoração. Até a próxima!
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